segunda-feira, 21 de abril de 2008

DESPERSONIFICAÇÃO (NÃO É DESPERSONALIZAÇÃO).

ESTOU AI, RETIRE-ME DAQUI...
OI, DE AGORA EM DIANTE ESTAREI AI E AQUI
SOU COSMOPOLITA, PORQUE ME DESPERSONIFICO,
SOU ¨SOLO¨, PORQUE ME DESPERSONIFICO,
SOU EU, PORQUE ME DESPERSONIFICO
EU

ENCONTRO OU DESAPARECIMENTO NA NUVEM ( Texto em preocesso de feitura)

Hoje são três horas da manhã, hoje são três horas corridas a contar da meia-noite, não seria agora, não há tamanha ousadia em se acreditar impudica e incolumemente no agora estar e até ser, tampouco no agora são, ocorreu-me agora insano, já que sou dado a uma coisa prolífera com os significantes desarrolados, desarranjados, desarmados. Hose são dia três, são três horas e estou sentado e fumando e o morno da madrugada de não sei onde não me faz querer despir-me, na verdade o vento está frio, frio, a noite, numa mirada, num relance percebo-a como um receptáculo-espetáculo de angústias em mim e som no vento e vazio, vazio naqueles paralelepípedos à espera, não seria bem a sensação-percepção da quentura do corpo a despeito da frieza da podridão moral e mesmo física ( vamos, confesse, acabe logo com isso); mas é medíocre pensar em podridão moral, mas assim ocorreu numa mente de pássaros ou antes de cantos de pintassilgos e de ópio e de morfina e de haxixe mas num canto lamurioso entabula com seus botões, sua musculatura facial constricta por maneirismos e cacoetes. CONFISSÃO: quando eu for dormir eu dormirei com os serafins mas não é isso, não é isso, essa coisa de deitar-se com o estribilho de uma cancioneta persistente é algo muito tumultuoso, é o efeito de longe de um lança-perfume, mas não, suas pernas estavam dormentes e lembrou-se que quando menino sentou-se no banco religioso, melhor dizendo, no banco do grande pátio do seu colégio grande, pois tudo lá era religião e pilares e... religião. Sentou-se no parapeito e com sua repulsa à fumaça do cigarro tragou e expeliu um grito interno com fumaça saindo, pois a fumaça depois da combustão faria parte acessória da persona daquela hora de tantas representações, a fumaça passara a fazer parte de sua personalidade de fumante. Ainda não comecei, pois intento começar a pensar-sentir a rapsódia do estribilho do canto forjado. A mímica da mímica da pantomima do seu caricatural ser-homem-moço era de fato uma mímica com sombras, pois também fazia-se sombra da sombra, pois também havia luz, lunar ou solar ou elétrica ou de querozene, sempre houve o conceito cibernético-secular de luz.