Sim, não se podia negar o que os olhos queriam ver por detrás da cabine do Expresso, Madame, que´est-ce que vou voulez, Madame, sua visão, essa mesmo, de Rei, Rainha ou plebeu, essa percepção visual calcada ou antes edificada com ilusões claro que de teor afetivo, claro, pois tudo era assim, uma agonia e uma esperança, ao passo que via as monótonas porque repetidas, reiteradas, mesmas planícies de um tempo de degelo, claro que poderia ser de primavera se Sua Majestade assim o desejasse, pois ela, Rainha do Glamour de do tempo gasto porque antigo, essa coisa de tempo antigo é realmente digna de um reproche grave, mas quem se importaria com o olhar do Prícipe criança, Sua Alteza ainda na meninice e sentado ao lado de Madame, pois sim, não haveria necessidade para qualquer sujeito saber da oficilidade de sua Realeza, antes de olhar Madame sentia-se o poder do impossível, mesmo na modorra ou na geleira, mesmo com lavas de vulcão nas mentes sempre férteis não a sabiam Rainha?, antes de olhar já se havia olhado a majestade de Madame, pois que seu nome era o Inominável, pois que Madame com seu cetro poderosíssimo ou mesmo com sua mão com anéis em todos os dedos, claro que não no dedo ais longo, isso serviria para uma lavadeira para erguer-se histriônica e querelante com o dedo obsceno em riste, Madame tinha pedras em todos os dedos advindas de trabalhos árduos e conquistas ancestrais e intrepidezes que levavam à morte com a cobiça, o corpo plebeu caçador era imune à cobiça ou dos efeitos catastróficos dessa mas Madame estava com luvas de pelica branca e cobria seu corpo nobilíssimo com motivos de batalhas e imperialismo, a saber, seu casaco de pele de marta,mas Madame , onisciente, desconhecia os cataclismas da cobiça plebéia para se ganhar o pão de cada dia e orgulho e coragem porque logo destruia com um erguer do indicador qualquer conceito e também esses, seria paradoxal proferir que essa Deusa desmoronasse a própria Língua falada e implantar a pantomima como castigo em suas masmorras escuras e soturnas e fosse mecenas, mas não mecenas autêntica porque ela fazia o Sublime saltar aos seus olhos de rubi com seus caprichos ou antes suas vontades muito sábias, pois Madame não pensava, já que o Pensamento não pensa, mas Madame também se resignava, por mais ignominoso que isso sôe, com a limitação imposta pela Linguagem ou pela Vida, tanto faz, e mais ainda, era por assim dizer entendida de afetos e era mesmo uma expert, pois criava Vida mesmo dormindo, seu sonho era um Todo-Poderoso Pensamento que não parava, como se diz vulgarmente, não parava porque não começava, existia porque existia e Madame pensando, que ela perdoe atribuir um pensamento tão reles à sua Realeza _pensar_ claro que é uma maneira de me expressar, pois tento convencer a mim mesmo que o Pensamento não pensa, seria um absurdo lexical, não?, mas Madame olhava para o seu mais miserável vassalo, mesmo esse sendo um Conde quem não serviria à soberania absoluta de Madame?, pois ela simplesmente falava e não pensava, não era voz aquilo, era uma sinfonia, claro, mas Madame sinfonizava e então havia uma linha melódica intensa mesmo antes do tema, não era contraponto nem nada disso, era como assim:¨Volga, Danúbio Azul¨, Tethys revirava o que lhe era dado ao alcance e com Netuno fazia o rio virar mar e as planícies eram Volga mesmo se ela estivesse na Hungria, então tornava-se cega, da cegueira dos homens, para ser cega contra o Sol, pois Madame era precipuamente e quase sempre sombria, mas obscura mesmo, pois se pensar que o pensamento é luz, grande ilusão afetiva e com forte teor reducionista, por certo, não se concebe Madame, uma chance de divisar uma indefinição ou uma coisa fosca de madame por um átimo de tempo dever-se-ia pensar humildemente num Nirvana, o problema era que Madame sendo o pensamento impossibitava os fatos mais simplórios aos mais simplórios, nem Sua Alteza menino via o invisível aos olhos, claro que a ¨conhecia¨ antes de enxergá-la, pois esse antes não era nada senão nada sem o impossível porvir, o menino não via e sabia, nã pensava e sentia-a toda na sua cumplicidade quase orgíaca, pois o menino era o amante da Imortal, ela o chamava todas as noites e o despia e pensava aniquilando tudo, mas esse tesouro meu tesouro agora, meus violinos minhas trompas meus fagotes era todo corporalmente meu, criei-o e posso destruí-lo, mas não iria destruir o Sexo que crio e em que crio pois eu na minha existência secular nõ sou Marta e quero o todo poderoso do menino de 17 anos, ele vem a mim e eu o abocanho e converso com seu todo poderoso sugando-o e bebendo o líquido da vitalidade por meus poros, pois confesso que minha limitação de corpo deve ser representada com meus 130 anos contados pelo Mago, não o mago de palavras pois nem ao menino nem ao feiticeiro foi dada a bruxaria da Linguagem, peremptoria é a minha fome ou antes enloqüência de verbos existindo no Corpo, claro que o verbo não faz do corpo uma linguagem nem tampouco uma língua, corpo não é linguagem nem o meu etéreo ao dia e voraz, bem corpo à noite, pois o séqüito beijava-se pois era dado ao séquito beijar-se em sua frente, esses fantoches, às vezes esses homens plebeus batiam no menino e esfregavam-se nele, que os ajudava abaixando as calças e as lantejoulas, claro que o séqüito era uma gama de fanfarrões de 20 anos, quem tem mais de 20 anos, se a Deusa permitir que exista para seus caprichos alguém com mais de 20 anos teria 30, será que há alguém com mais de 30 anos, pois que a Majestade cantou com suas pérolas e rubis e diamantes e ametistas que ela com 130 anos não era nem mulher, evidentemente, pois mulher era-lhe, admitamos logo, um subterfúrgio para imorais entre os sempre jovens homens, já que Madame destruíra a velhice que não fosse a que lhe atribuia o Mago, que era na verdade um pensamento efêmero seu para entreter-se com o que se entendia por idade, palavra devassa, mas insigificante, claro que a idade avançada não, pois o que inexiste tenta forçar sua elucubração em imagens e conceitos que não existem em absoluto pois a faculdade de pensar foi evidentemente dada a Madame e também a criação e a imaginação, essas duas coisas, escusado dizer, inseparáveis, mas Madame não recebe seu semblante desse vassalo que escreve, pois nada sei ou se soubesse não haveria como dizê-lo, já que pode-se sentir sem pensar, no Reino absoluto de Madame pode-se, esse reino viril de uma detentora de tudo menos do todo poderoso da rapaziada, por isso havia o que se chamava de tudo ou de Humanidade ou de Rússia ou de Mônaco ou de França, pois não lhe era possível ter o todo poderoso entre as pernas e na cabeça ao mesmo tempo, com isso surgem rios e mares e desertos e florestas vastíssimas e tempestades, pela rapaziada, pois o tempo parou para os moços e ao seu bel prazer elge suas idades ou o que se chama canhestramente assim, idade, um dia eu quero esse bem fértil, longuíssimo e muito privilegiado no diâmetro, digamos assim logo, mas esqueci-me de dizer que escrevo o que Madame faz por mim de modo bem geométrico, digamos assim, por exemplo, se ela diz quadrado pi r ao quadrado eu escrevo Reino Anal, mas pode ser subjetivo: ela diz Brahms (estou falando diz por falta de outra palavra, pois Madame já é o dito antes do dito, é o não-dito que se entende por soerguer de um sobrlho), Brahms então eu vassalo do absoluto escrevo: Reino Simplesmente, como não entenderia nada como simples, pensaria em forma clássica para surgir um barroco, ou antes um grito abafado romântico para pensar a dor incomensurável da sentença ¨Eu sou eu¨, Madame então divisa Sua Alteza e coloca-a sugando o que ela suga centenas de vezes à e arranca com cuidado na criação dos castratos de suas óperas diurnas, pois óperas noturnas não há pois ópera é o conjunto de opus que é a obra e o todo poderoso se tem opus só Madame sabe mas faz que não sabe, como 130 anos?, a voracidade também cria, além da Linguagem, nesse caso, a pausa e os intervalos que machucam mais que o todo poderoso, esse inócuo de possibilidades de ferir, mas os Intermezzos ferem todos à exceção de Madame, que nao sente e só pensa, os homens sentem e pensam que pensam, o que é um escândalo, felizmente ocultado de Madame, nessa coisa de pensar que pensam tapam o sol com a peneira para ele ficar assim bem quadradinho e à noite ficar sempre noturna pois a impudicícia, por assim dizer já que não há moral ou pudor para os homens, só para Madame, é um conceito dado à aparente publicidade mas é passível de ser concebido somente por Madame